dito assim parece à toa |
|
|
Comentários, reflexões, declarações e acessos eventuais de fúria ou riso, relacionados com o desenrolar da história. ![]()
Disse assim: Out 2003 Nov 2003 Dez 2003 Jan 2004 Fev 2004 Mar 2004 Abr 2004 Mai 2004 Jun 2004 Jul 2004 Ago 2004 Set 2004 Out 2004 Nov 2004 Dez 2004 Jan 2005 Fev 2005 Mar 2005 Abr 2005 Mai 2005 Jun 2005 Jul 2005 Ago 2005 Set 2005 Out 2005 Nov 2005 Dez 2005 Jan 2006 Fev 2006 Mar 2006 Abr 2006 Mai 2006 Jun 2006 Jul 2006 Ago 2006 Set 2006 Out 2006 Nov 2006 Dez 2006 Jan 2007 Fev 2007 Mar 2007 Abr 2007 Mai 2007 Jun 2007 Jul 2007 Ago 2007 Set 2007 Out 2007 Nov 2007 Dez 2007 Jan 2008 Fev 2008 Mar 2008 Abr 2008 Mai 2008 Jun 2008 Jul 2008 Ago 2008 Set 2008 Out 2008 Nov 2008 Dez 2008 Jan 2009 Fev 2009 Mar 2009 Abr 2009 Mai 2009 Jun 2009 Jul 2009 Ago 2009 Set 2009 Out 2009 Nov 2009 Dez 2009 Dizem por aí: Alex Senna Anna V. Anunciação Beatriz de Carvalho Blog da Milk Carne Crua Catarro Verde Cristiana Críticas e Reflexões Cyn City Drops da Fal Filosoclics Frankamente Guga Alayon Idelber Avelar Imprensa Marrom Infinito Positivo Josimar Melo Ledusha Lord Broken Pottery Lucia Guanaes, fotos Marina W. Meg (Sub Rosa) MM Leite, fotos Muié Na Minha Rolleiflex Nóvoa em Folha Observador Pecus Bilis Pérola Negra Perplexo Inside Peri S. Coppio Quase Pouco Ricardo Hida Salón Comedor Talvez sim, talvez não Taxitramas Terapia Zero A Vida em Palavras Zeitgeist |
28.1.10
Reclusos
Morreu J.D. "Catcher In The Rie" Salinger. No fundo, ele era o que eu quis ser um dia: um escritor que alcançou sucesso na primeira obra e se tornou recluso. Salinger vivia numa fazenda, com uma mulher bem mais nova, há décadas afastado de qualquer contato com a imprensa ou os meios literários. Depois de "O Apanhador no Campo de Centeio", ainda publicou mais quatro livros, obviamente nenhum com a repercussão do primeiro. "O Apanhador" ainda vende mais de 200 mil cópias por ano, é um best-seller eterno. A versão brasileira de Salinger parece ser o escritor paulista Raduan Nassar. A diferença está no fato de que, embora tenha feito um tremendo sucesso de crítica com "Um Copo de Cólera" e "Lavoura Arcaica", não ficou rico. Mas foi pro sítio também. Acho que deve ser difícil para quem arrasa no primeiro trabalho fazer o segundo e o terceiro e assim por diante. Acho que é por isso que eu não faço o primeiro. Como não dá para começar pelo segundo, considero-me vítima da minha própria genialidade. Pior: nem sítio eu tenho. Será que se eu pedir asilo em Roma eles concedem? 15.1.10
Sobre um ano novo
O que é um janeiro que nos leva a doutora Zilda Arns? Que nos leva São Luís do Paraitinga? O que é esse castigo ao Haiti? Que pedagogia divina pune os já secularmente punidos? Que mundo é esse de 2010? Zilda Arns provou algo muito importante para o Brasil: alguém tem de começar a resolver um problema para que ele seja resolvido. Parece óbvio? Sim, tanto quanto é óbvio o sino no pescoço do gato. Soro fisiológico salva crianças de desidratação. Mas quem pendura o sino? Zilda Arns fez sua fábula salvar vidas. Reduziu a mortalidade infantil em regiões pobres do Brasil a índices quase civilizados. Estava aplicando isso no Haiti, décimo primeiro país que decidiu ouvi-la, quando a terra a levou. O que isso significa? Sim, parece o fim do mundo. Na verdade, é, se nos colocarmos no lugar de um haitiano médio. Ou se pararmos para pensar em São Luís do Paraitinga. Mas o fim do mundo não foi em 1967, quando a Serra do Mar soterrou Caraguatatuba? Ou quando um louco e/ou seus amigos conspiradores mataram o primeiro presidente americano nascido no século 20? Ou quando El Niño e La Niña resolveram dar o ar da graça? Vivemos mesmo -- e às vezes devemos parar e prantear -- o fim do mundo. Mas há sempre os sinais de recomeço, que precederão de novo o fim, e de novo o recomeço. Já que é assim, coragem. Não a de enfrentar terremotos, o que não depende de nós. Mas a de ser um pouco dona Zilda e ter a certeza de que o mundo tem sempre um jeito antes de ter um fim. 5.1.10
Mensagem de ano novo
Desejo a todos o que todos desejam para um ano novo: saúde, sucesso, sexo e, se possível, alguma grana pra gorjeta. Mas isso é genérico, todo ano todos desejam algo parecido para todos. Para 2010, quero ir além, quero ir ao específico. Aí vão, portanto, alguns desejos para 2010. - Que os chatos se tornem de uma vez uma espécie ameaçada e que terminem, não o ano (não sou tão otimista), mas quem sabe a próxima década existindo apenas em zoológicos, como os pandas. Aí, quem quiser que vá lá para ver como eles contam detalhadamente como vão, sempre que perguntados, como eles sempre conhecem e antecipam o fim da piada alheia, como eles infernizam a vida dos funcionários do zoo com suas histórias pessoais sem graça. - Que a Divina Providência extinga jornalistas brasileiros de qualquer idade ou origem que comecem seus textos ou mesmo frases dentro deles com a expressão "Ok". Afirmações como Ok, o ministro Lobão pinta o cabelo, mas quem não pinta? ou Fui chamado de veado! Ok, a culpa é minha, mas não precisava serão punidas de acordo com a lei do Talião (olho por olho, dente por dente), com um potente chute no saco. - Que a bondade dos céus ensine às pessoas de boa-vontade, definitivamente, que "assertivo" não é o sujeito que está sempre certo. Da mesma forma, que seja a eles revelado, com um facho (e não um "faixo") de luz que não existe a palavra "acertivo", muito menos a horrorosa "acertividade", ambas hoje tão comuns entre jovens e promissores executivos de média gerência e tenra idade. Se der muita vontade de falar a bobagem, que façam como o fumante abstêmio, que substitui a tragada por um gole d'água: que usem o saudável e castiço "certeiro" para designar aquele que acerta tudo, deixando para aqueles que afirmam de forma peremptória e convicta o adjetivo que sempre foi deles. - Que, de uma vez por todas, sejam tragados por uma rachadura ardente e levados diretamente aos subterrâneos de Moema todos aqueles, famosos ou não, louros ou morenos, brancos ou pretos, pobres ou ricos que votem ao semelhante algo tão bizarro e escatológico como "um beijo no coração". Será pedir demais? |